quarta-feira, 4 de maio de 2016

James Montgomery Boice - Alicerçados em Cristo (Mt 16.17-21)


“Então, Jesus lhe afirmou: Bem- aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus. Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar- te- ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus. Então, advertiu os discípulos de que a ninguém dissessem ser ele o Cristo. Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia.” (Mt 16.17-21 - ARA)
Essa passagem apresenta vários pontos importantes. Primeiro, a ênfase na confissão de Pedro, que focava a pessoa de Cristo, e não o próprio Pedro. Jesus disse que essa compreensão tinha sido dada a Ele por uma revelação especial do Pai.
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O nome Pedro (petros, a forma masculina) significa pedra, mas poderia ser uma pedra grande ou pequena, ou até mesmo um seixo ou cascalho. A forma feminina, petra, por sua vez, significa rochedo, como a pedra que forma uma montanha. Então, a passagem bíblica realmente quer dizer: “Você, Pedro, é uma pedra pequena, sólido em sua confissão, mas facilmente removível. Eu, ao contrário, sou o rochedo que atravesso as eras. Sobre este alicerce sólido, para o qual a sua confissão aponta [Eu, o Cristo] edificarei a minha igreja”.

Fonte: Trechos de “Fundamentos da Fé Cristã” da Editora Central Gospel

quarta-feira, 27 de abril de 2016

João Calvino - Mt 19:13-14, um paralelo ao batismo

Se é próprio trazerem-se as crianças a Cristo, por que não também serem recebidas ao batismo, símbolo de nossa própria comunhão e associação com Cristo? Se delas é o reino dos céus, por que se lhes negará o sinal pelo qual como que se lhes abre o acesso à igreja, de sorte que, nela adotadas, sejam arroladas por herdeiras do Reino Celeste? Quão iníquos haveremos de ser, se enxotemos aquelas a quem Cristo convida a si, se espoliemos aquelas a quem exorta de seus dons, se excetuamos aquelas a quem ele próprio recebe graciosamente? Ora, pois, se queremos deslindar quanto ao batismo esteja longe o que Cristo fez ali, em quanto maior apreço, entretanto, teremos o batismo, pelo qual se nos atesta que as crianças estão incluídas no pacto de Deus, que a ação de recebê-las, o abraço, a imposição de mãos, a oração, com que o próprio Cristo presente declara não só serem suas crianças, mas também serem elas por ele santificadas?

Fonte: “As Institutas” da Editora Cultura Cristã

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Leandro Antônio de Lima - Provas da Trindade no NT

Na fórmula Batismal. Jesus disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Nessa passagem, não somente as três pessoas são citadas conjuntamente, como a expressão “em nome” está no singular. A Escritura não diz “batizando-os no nome do Pai, no nome do Filho e no nome do Espírito Santo”. Há apenas um nome para o Deus que subsiste em três pessoas.

Na Benção Apostólica. O texto diz: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co 13.13). Por que Paulo colocaria esses três nomes em pé de igualdade, se não os considerasse como pessoas da mesma divindade? Seria Paulo idólatra? Então, fica claro que a Bíblia afirma a existência da Trindade.


Fonte: “Razão da Esperança” da Editora Cultura Cristã

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Wayne Grudem - A eleição é injusta?


Se o destino final de cada pessoa é determinado por Deus, não pela própria pessoa (isto é, se até mesmo quando as pessoas fazem escolhas de livre e espontânea vontade, escolhas essas que determinam se serão salvas ou não,  na verdade é Deus quem está por trás dessas escolhas, fazendo com que de qualquer modo ocorram), então, como pode isso ser justo?

A resposta de Paulo não é do tipo que agrada nosso orgulho, e nem tenta ele dar uma explicação filosófica da razão de isso ser justo. Ele simplesmente invoca os direitos de Deus como Criador onipotente:

Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra? Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? (Rm 9.20-24)

Paulo diz simplesmente que há um ponto além do qual não podemos discutir com Deus ou questionar sua justiça. Ele age como age de acordo com sua vontade soberana. Ele é o Criador; nós somos as criaturas, e no final das contas não temos base alguma para acusá-lo de deslealdade ou injustiça. Quando lemos estas palavras de Paulo somos confrontados com a decisão de aceitar ou não aceitar, tanto o que Deus diz aqui como o que ele faz, simplesmente porque ele é Deus e nós não. É uma questão que penetra profundamente na compreensão que temos a respeito de nós mesmos como criaturas e a respeito de nossa relação com Deus como nosso Criador.


Fonte: “Teologia Sistemática” da Editora Vida Nova