sábado, 19 de fevereiro de 2011

Charles Spurgeon - Eleição *

Antes de mais nada, penso que a eleição para um santo é uma das doutrinas mais desnudadoras de todo este mundo, porquanto isenta-o de toda a confiança na carne, de toda a dependência a qualquer coisa, excetuando  Jesus  Cristo.  Quão freentemente  nos  revestimos  de  nossa  própria retidão,  adornando-nos com as pérolas e gemas falsas dos nossos próprios feitos e das nossas obras. E, então, comamos a dizer: Agora serei salvo, porque tenho esta ou aquela evidência da minha salvação! Entretanto, bem ao invés disso, aquilo que  salva a um pecador é a fé pura, despida de qualquer outro fator. Esta fé singular une o indivíduo crente ao Cordeiro,  independentemente de obras, embora a fé venha a produzir obras.

Quão freqüentemente apoíamo-nos em alguma boa obra, ao invés de nos sustentarmos no Amado de nossas almas, ou confiamos em algum poder, ao invés de confiarmos somente naquele poder que vem lá do alto. Ora, se quisermos nos despir de todo e qualquer poder que não seja o celestial, então, forçosamente, teremos de considerar a eleição como um fator imprescindível. Faz uma pausa, á minha alma, e considera esta verdade: Deus te amou antes mesmo de vires à existência. Ele te amou quando ainda estavas morta nos teus delitos e pecados; e Ele enviou Seu Filho para morrer em teu lugar. Ele te resgatou com o Seu precioso sangue, antes que pudesses sussurrar o Seu nome.

Amigos, se vocês desejam adquirir uma mais profunda humildade, então estudem a doutrina bíblica da eleição, pois ela  humilhará a vos, sob as influências do Espírito Santo. Aquele que se sente orgulhoso de sua eleição, é porque não é um dos eleitos do Senhor. Mas aquele que se sente apequenado, debaixo do senso de haver sido escolhido, pode acreditar que é um dos eleitos. Tal individuo tem toda a rao para acreditar que é um dos escolhidos de Deus, porquanto esse é um dos mais benditos efeitos da eleição, ou seja, ela ajuda-nos a nos humilharmos na presença de Deus.

* Trechos do livro “Eleição” de Charles Spurgeon.