domingo, 29 de maio de 2011

Charles Spurgeon - Pessoas inspecionadas pelo Rei Jesus


Ele Se aproximará delas, e quando chegar a elas, procurará fruto. O primeiro Adão foi para a figueira procurando folhas, mas o último Adão procura figos. Ele perscruta totalmente o nosso caráter, para ver se há alguma fé genuína, algum amor verdadeiro, alguma esperança viva, algum gozo que seja fruto do Espírito Santo, alguma paciência, alguma abnegação, algum fervor na oração, algum andar com Deus, alguma habitação do Espírito Santo; e se Ele não vir tais coisas, não ficará satisfeito com a freqüência à igreja, às reuniões de oração, às santas ceias, às leituras bíblicas, aos sermões, porquanto todas essas coisas podem não passar de folhagem. Se nosso Senhor não vir em nós o fruto do Espírito, não ficará satisfeito conosco, e Sua inspeção levará a medidas severas. Notem que o que Jesus está procurando não são suas palavras, suas resoluções, suas alegações, mas sua sinceridade, sua fé interior, suas pessoas sendo realmente trabalhadas pelo Espírito de Deus para produzirem frutos dignos do Seu reino.

Nosso Senhor tem o direito de esperar fruto quando Ele vem procurá-lo. Quando Ele Se aproximou daquela figueira, tinha o direito de esperar fruto, porque o fruto, de conformidade com a natureza, aparece antes das folhas. Se, pois, já apareceram as folhas, deveria haver fruto. É verdade que não era tempo de figo; mas então, se não era o tempo de figo, certamente não era a estação das folhas, pois os figos aparecem primeiro. Esta árvore, ao produzir folhas, que são os sinais e indicações dos figos maduros, virtualmente fez propaganda dos figos que alegadamente linha. Portanto, por mais ruins que sejam os tempos, alguns de nós professam que não seguirão os costumes desses tempos, mas que seguirão a única verdade imutável. Como cristãos, confessamos que somos redimidos dentre os homens, e que fomos libertos desta geração perversa. Cristo talvez não espere fruto provindo dos homens que reconhecem o mundo e suas épocas mutáveis como sua orientação suprema; mas certamente pode esperar fruto daquele que crê na Sua própria Palavra. Ele espera fruto do pregador, do professor da Escola Dominical, do oficial da igreja, da irmã que dirige uma aula bíblica, daquele irmão que tem ao seu redor um grupo de jovens que ele orienta no evangelho. Espera fruto de todos aqueles que se submetem à Sua regra evangélica. Assim como Cristo tinha o direito de esperar fruto de uma figueira que trazia folhas, assim também Ele tem o direito de esperar grandes coisas daqueles que se declaram Seus seguidores que nEle confiam. Oh, como esse fato deve levar o pregador a tremer! Não deveria afetar um bom número de vocês da mesma maneira?
 
Extraído do livro "A figueira murcha", publicado pela PES.