sexta-feira, 27 de maio de 2011

Maurice Roberts - Um apelo aos pais

Se há alguma simples solução para os problemas da nossa sociedade moderna - à exceção de um reavivamento - deve ser a seguinte: que cristãos professos devessem todos tornar-se bons pais. Colocar a questão dessa forma é admitir que há hoje, entre nós, um problema na área da paternidade. A maioria, se não todos, concordariam com isso. A experiência de muitos pais que se sentem fracassados confirmam esse fato. A triste observação de muitos presbíteros e ministros também o confirmam como verdadeiro. Cristãos não têm, recentemente, se destacado como pais.

Que isso seja assim não é surpreendente, em vista da dramática queda, durante os últimos trinta anos, dos padrões na sociedade como um todo. Porque se o aumento da criminalidade infanto-juvenil é alarmante, ele deve refletir, acima de tudo, o fracasso dos pais em criarem seus filhos como deviam. Estritamente falando, há hoje, não tanto um problema juvenil, mas sim um problema paternal, pois crianças são grandemente o produto dos seus próprios lares. Não se quer desculpar a delinqüência infantil e adolescente, mas pôr a culpa onde ela mais pertence.

É de se esperar que a séria extensão da quebra da autoridade dos pais na sociedade em geral alertaria pais cristãos da necessidade de extrema preocupação quanto a esse problema. A deplorável negligência que eles vêem em pais não-crentes, juntamente com os amargos frutos disso no mundo ao seu redor, deveriam tocar um alarme nas mentes de pais crentes que têm filhos para criar. Mas esse não tem sido sempre o caso. É sim, talvez, antes a exceção que a regra.

Por que crentes têm sido lentos em reconhecer os perigos que ameaçam as almas de seus filhos nos dias de hoje? Existem várias razões. Particularmente, é porque há uma relutância em todos nós em acreditar que existe uma crise em nossas mãos. Pais têm freqüentemente acalmado seus medos ocasionais dizendo a si mesmos que “somos todos pecadores”; “crianças têm que aprender a viver em um mundo real” ; “Deus os salvará se for da Sua vontade”, e outras coisas mais.

Há, é claro, alguma verdade em todas essas afirmações. O problema está no fato de que elas são, na melhor das hipóteses, meias verdades. Elas todas reivindicam a questão de que, queiramos ou não, as crianças de hoje estão vivendo em um ambiente anormalmente ímpio. Nossa convicção e argumento é que de fato estão. Nossa razão para afirmar isso é que hoje as comportas têm sido escancaradas para a admissão pública de pecados perigosos e escandalosos, os quais seriam impensáveis há uma geração atrás.

Juntamente com essa tolerância pública de males grosseiros tem marchado um verdadeiro exército de tentações. Isso tudo ameaça as almas das crianças, não somente nas ruas e no mercado, mas também na sala de aula, no playground, e onde mais a mídia é permitida, até no próprio lar.

ONDE COMEÇAMOS ?
Nós pressupomos aqui que pais crentes crêem não só que Deus é soberano mas também que Ele nos chama para usar-nos como instrumentos da Sua vontade. Nós não limitamos a obra de Deus à nossa diligência; mas nós acreditamos que Deus comumente abençoa a diligência da nossa parte como pais. Ainda que Deus salve o mal instruído e o não instruído, deve se esperar mais que Ele abençoe crianças e jovens que têm sido bem instruídos nas Sagradas Escrituras, que têm sido cuidadosamente disciplinados em casa e que são acostumados a freqüentar a casa de Deus como a grande prioridade da vida.

Tomando isso como ponto de partida, nós prosseguimos para o estado de que pais crentes deveriam estimar a salvação de seus filhos acima de qualquer outra coisa em suas vidas. Nós deveríamos fazê-lo por boas razões. Perder a alma é o pior de todos os males. Obter sucesso em qualquer coisa ou até mesmo em tudo e ainda assim entrar no inferno ao fim da vida é pior que nunca haver nascido. Portanto o crente deseja nada menos para os seus filhos que eles sejam nascidos de novo, justificados, redimidos por Cristo e finalmente levados ao céu. Essa é a nossa prioridade. Isso nós almejamos.

Não é necessário que essa ambição evangelística da parte dos pais ponha fim a todas as outras ambições. Um pai sábio deve também desejar que seu filho se realize em uma ou outra carreira: talvez um curso universitário, ou como uma pessoa de habilidades sociais, ou politicamente ativo, ou alguém provável a ganhar um bom salário. O ponto aqui é pais crentes nunca devem almejar essas coisas em primeiro lugar.

Quando pais colocam qualquer coisa antes da salvação de seus filhos eles tornam-se culpados de desprezar suas almas imortais. Tais pais mal se dão conta que estão em perigo de pecar por profanação. Pois é profanação colocar o sucesso mundano antes do bem da alma de uma criança. Esses pais que almejam um sucesso secular para seus filhos antes que uma bênção espiritual, podem receber aquilo que eles pedem a Deus, mais também obtêm pobreza para suas almas (Sl. 106:15).

AMOR, ENSINO, DISCIPLINA
Paternidade, como a própria vida, é algo em que nós não podemos nos permitir errar. Se nós arruinarmos o caráter de uma criança pela nossa negligência ou por nossa indulgência é quase impossível corrigi-lo depois. O caráter de uma criança é maleável apenas por poucos breves anos. Muito depressa o barro endurece. Pensamentos e conversas habituais, bons ou maus, rapidamente se tornam duros como cimento na vida da criança. O pai crente deve tentar com todo o jeito e graça que possua criar cada filho cuidadosamente para Deus.

Os elementos da criação de qualquer criança são amor, ensino e disciplina.

Por amor nós queremos dizer que os pais devem mostrar terna afeição e cuidado para com a criança, desde o momento do nascimento e durante toda a vida. Esse é o vínculo sagrado pelo qual a mãe especialmente (mas também o pai) liga a vida da criança à sua. As crianças, como educadores e psicólogos admitem, necessitam profundamente da satisfação que vem dos generosos afetos da mãe. Não há substituto para isso. A mãe provê seu filho com milhares de palavras e gestos que formam sua vida interior. A criança se desenvolve emocionalmente de uma maneira que toda a experiência de sua vida futura dificilmente desfará. Essa relação de amor produz o que nós chamamos “um profundo senso de dependência” na criança. Se tornará instintivo para a criança procurar com os pais conhecimento, sabedoria, e direção, principalmente nos primeiros anos de vida.

Nenhuma criança deve ser encorajada, quando pequena, a tentar viver independentemente ou tomar suas próprias decisões, mas a procurar os pais e consultá-los sempre. Essa dependência não será uma coisa nociva porque normalmente na adolescência o caráter começa a solidificar-se e os próprios padrões e normas dos pais tornam-se também do adolescente. Se uma base de estabilidade moral e espiritual tiver sido estabelecida na alma desde a tenra infância, independência virá naturalmente, uma vez vinda a maturidade.

Um pai crente, à luz do que foi dito anteriormente, nunca deixará a criança ser criada por qualquer outra pessoa. Exceto em circunstâncias muito excepcionais, além do nosso controle, e por breves períodos necessários para o descanso, devemos criar nós mesmos nossos filhos. Ninguém mais, por melhor que seja, pode absolutamente fazer o trabalho de um pai. Na maioria dos casos isso significa que a mãe de uma criança pequena deve estar preparada para ser cem por cento mãe por alguns anos até que o vínculo do amor tenha gerado na alma da criança a dependência a que já nos referimos. Se às vezes isso parece um papel exigente, deve se lembrar que dentro de poucos anos será uma generosa recompensa.

COMEÇANDO A ENSINAR
Tão logo um pensamento consciente comece a se desenvolver na criança, o pai crente deve resolver fazer um firme e constante esforço para ensiná-la tanto no conhecimento bíblico como na sabedoria geral. Isso, obviamente, começa a acontecer nos primeiros anos de vida, antes mesmo da criança andar ou falar. Quando palavras como “Bíblia”, “Deus” ou “igreja” forem pronunciadas, serão ditas com um tom de especial seriedade e devoção.

A mente tênue da criança deve despertar no lar para um mundo de pensamentos que seja totalmente da Palavra de Deus. Instintivamente (e, nós oramos, definitivamente) a criança aprende com os pais a ver a si mesma como “criada por Deus”, “pecadora”, “sujeita à enfermidade e a morte”, “necessitada de um Salvador”, “precisando orar a Deus sempre e por tudo”, “preparando-se na Terra para a eternidade”, como “tendo de enfrentar o grande julgamento de Deus ao final”, “obrigada a guardar a Lei de Deus”, e como “ciente do céu e do inferno”.

Pais não devem contentar-se em dar graças nas refeições e nada mais. Refeições deveriam ser usadas para estimular conversas sobre temas espirituais: “Por que Jesus chamou a Si mesmo o Pão da Vida?”; “Por que as pessoas não podem viver só de pão? ”; “Como podemos socorrer ao faminto?”, etc. Nós não estamos sugerindo que a hora da refeição deva ser totalmente devotada a conversas especificamente espirituais, mas que elas devem acontecer regularmente. A hora das refeições são momentos dados por Deus e devem ser gastos em conversas que não sejam sufocadas pelo controle da mídia. Crianças, como os adultos, precisam desembaraçar-se em suas conversas.

Nós firmemente aconselhamos os pais a tomar como prática o dirigir um culto familiar em suas casas a cada manhã e noite. De preferência o pai (quando não, a mãe) dirigirá o cântico de alguns versos, então lerá um capítulo da Bíblia e orará. Nós recomendamos a leitura da Bíblia ao invés de qualquer tipo de “livro de culto familiar”.

Se no entanto tal tipo de livro for usado, seja somente após lido o capítulo bíblico. O que mais importa é que as crianças sejam completamente familiarizadas com a Bíblia. Comentários de homens são valiosos, mas não substitutos dos próprios “oráculos de Deus”. Deixe que as crianças sejam encorajadas por todos os meios a ler livros devocionais. Mas no culto familiar nós somos veementes em aconselhar que à Bíblia, em toda a sua autoridade e majestade, seja dado lugar central. Crianças não conhecerão a Bíblia exceto por um aprendizado diário e repetitivo da maneira que sugerimos aqui.

Enquanto as crianças crescem, espera-se que elas tenham seus próprios momentos devocionais, tanto de manhã como à noite, e também que compareçam aos cultos na casa de Deus. Nós não aprovamos a prática, encontrada em alguns círculos, de retirar-se as crianças do sermão. Certamente, se a criança não pode manter-se em silêncio pela sua pouca idade, ela deve ser conduzida a uma sala onde não possa perturbar o culto. Mas nos primeiros anos de vida a criança pode aprender a ficar quieta na igreja e a comparecer ao sermão. Pregadores adoram ver crianças na igreja, e o mais sábio deles, aqui e ali, jogará um punhado de grãos especialmente para elas durante o sermão.

DISCIPLINA
Disciplina é onde a maioria dos pais caem e fracassam no seu dever para com os seus filhos. Disciplina, entretanto, é essencial por pelo menos três razões:

· porque nossos filhos possuem uma natureza pecaminosa como nós;
· porque Deus requer que os pais disciplinem seus filhos;
· porque as crianças irão de mau a pior se não a receberem.

Os problemas da juventude nos dias de hoje são grandemente agravados porque os pais não se têm permitidos serem dirigidos somente pelas Escrituras nesse ponto, mas, ao contrário, têm sido influenciados pelas atuais idéias liberais espalhadas pelos humanistas.

Disciplina deve ser dada na forma de advertência, seguida, se desobedecida, por uma controlada punição física a uma parte do corpo onde não cause dano. No caso de crianças pequenas, tal castigo deve ser bem moderado. O propósito da disciplina é reforçar a obediência ao que é correto. Nós não castigamos as crianças quando elas erram por desconhecimento, embaraço, ou confusão. Mas nós as castigamos com firmeza - e até demonstramos uma controlada irritação de nossa parte - quando elas são desobedientes ou desonestas espontaneamente. A maior “dor” para a criança deve ser a de perceber que nós, como pais, estamos aborrecidos e descontentes com seu comportamento.

Disciplina é a maneira correta, bíblica, e dada por Deus com a qual os pais devem responder à desobediência de seus próprios filhos. Nossa autorização para a disciplina é encontrada em trechos das Escrituras como os seguintes:

Pv. 13:24 : “O que retêm a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama cedo o disciplina.”
Pv. 19:18 : “Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.”
Pv. 22:15 : “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.”
Pv. 23:13,14 : “Não retires da criança a disciplina, pois se a fustigares com a vara , não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.”

Há hoje uma linha de pensamento que diz que crianças não devem receber punição física. Os frutos dessa teoria anti-cristã são vistos em todo lugar: sujeira, pichações, arruaças, furtos, ataques a idosos, e uma atitude orgulhosa que não pode ser corrigida por ninguém - nem pelos próprios pais, se eles tiverem negligenciado a disciplina desde cedo.

É lógico que se a disciplina for amorosamente, mas firmemente, reforçada na infância, freqüentemente não será necessária na adolescência. Não é sem razão que Deus diz “Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno” (Pv. 23:14).

O inferno é diariamente enchido com as almas de homens e mulheres que não foram corrigidos na infância porque seus pais foram “gentis demais”, demais tímidos, ou demais ocupados para cuidar dos problemas quando e enquanto eles surgiram. Muitos pais, e dentre eles muitos cristãos, têm sido como Eli (1 Sm. 2) envergonhados e reprovados porque foram demais indulgentes. Não se espantem da Bíblia dizer: “O filho estulto é tristeza para o pai, e o pai do insensato não se alegra” (Pv. 17:21).

TRABALHO
O pai cristão deve ensinar, por preceitos e exemplos, que Deus nos colocou neste mundo para servi-Lo e obedecê-Lo. Nossa vida, devemos ensinar a nossos filhos, é curta e incerta. Nosso primeiro dever é reconciliar-nos com Deus pela fé no Senhor Jesus Cristo; o segundo, e que dura para a vida toda, é buscar agradar a Deus através do cumprimento da Sua santa Palavra. Uma das principais partes da nossa obediência é trabalhar duro nos “seis dias” que se seguem ao sábado cristão (o domingo), ou Dia do Senhor (Ex. 20:9). Na nossa sociedade moderna há uma quantidade absurda de tempo gasta com esportes e entretenimento ocioso, muitos dos quais nada contribuem para o bem da alma, pelo contrário são nocivos em todos os aspectos para o desenvolvimento e progresso espiritual.

Uma vez que “Satanás ainda acha travessuras para mãos inativas fazerem”, é sábio para um pai manter seus filhos proveitosamente ocupados. Deixe-os ter trabalhos para fazer enquanto ainda são jovens; mais tarde, no período escolar, deixe-os ter fartura de deveres de casa. Os pais podem facilmente verificar isso para que, se necessário, a quantidade dada pela escola seja suplementada. Pais, afinal de contas, não a escola, são em última análise responsáveis pela educação de seus próprios filhos.

Muitas crianças da igreja são desfavoravelmente afetadas pelas más companhias que encontram fora de casa. Ainda que não possamos tecer um casulo em volta de nossos filhos, nós podemos tomar algumas medidas efetivas nesse ponto. Pais crentes devem “analisar” os amigos de seus filhos, discretamente, ainda que cuidadosamente. Se um mau linguajar, maus hábitos ou más atitudes são percebidas em tais amizades elas devem ser firmemente terminadas pelos pais: “João, você terá que se despedir de seu amigo Pedro. Ele não é uma amizade adequada para você. Nós precisamos procurar outro amigo para você”.

O pai crente que pretende fazer tudo que estiver ao seu alcance para ter seus filhos convertidos deve encarar a dolorosa possibilidade de que nem todas as crianças da Escola Dominical ou da igreja são amigos adequados para seus filhos. Isso deve envolvê-los em delicadas e diplomáticas medidas para resguardar suas crianças dos filhos de alguém que atende à mesma congregação. Nós sabemos que alguns crentes são maus pais; mas também, alegremente descobrimos que através da providência de Deus alguns não-crentes são surpreendentemente bons pais, ao menos em assuntos não especificamente espirituais. Nós devemos isso a Deus, de colocar o bem da alma de nossos filhos antes de todo fator humano, como, no caso, a amizade. Nossos filhos nem sempre podem compreender no momento. Mas, quando se converterem, nos agradecerão a firme e delicada proteção que demos a eles, até mesmo dentro da igreja.

PROFESSANDO A FÉ EM CRISTO
Um pai crente não deve se perturbar se um de seus filhos reclamar de ser “criado com muito rigor”. Tais reclamações ocasionais são esperadas porque nossos filhos, possuindo uma natureza pecaminosa, compreensivelmente, se ressentem do senhorio de Cristo no lar. Mas, no fundo, filhos de bons lares costumam saber, ainda que nem sempre admitam abertamente, que estão melhores e mais felizes do que aqueles que eles conhecem de lares mundanos, onde televisão sem limites e o excesso de tolerância são a regra.

Pais crentes sabem que eles não podem converter seus filhos. Mas devem sempre lembrar-se de pelo menos duas coisas: de que há uma promessa ligada à paternidade desempenhada com fidelidade; e que, ainda que nós não possamos dar a salvação a nossos filhos, nós podemos insistir que eles sejam corteses e respeitosos conosco e com os outros adultos.

A promessa a que nos referimos acima é, em outras palavras: “Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele” (Pv. 22:6). Nós podemos agarrar firmemente tal graciosa promessa e suplicá-la a Deus ainda que, ao mesmo tempo, devamos amar, ensinar e continuar a disciplinar nossos filhos.

É uma feliz experiência dos pais crentes quando - embora nem sempre - vêem seus filhos ou filhas chegarem ao ponto de desejarem confessar a Cristo por si mesmos. É uma experiência de ouro para qualquer crente. É música para os ouvidos.

Entretanto, mesmo nesse ponto precisamos ser um tanto cautelosos. Nós oferecemos os seguintes conselhos:

1 - Nunca pressione uma criança a “aceitar a Cristo”, a “tornar-se um membro”, a “descer às águas do batismo” (quando for o caso da igreja dos pais utilizar esse tipo de batismo), ou a “ir à mesa do Senhor”. Danos são causados por uma pressão emocional desse tipo. Quando crianças são pequenas, dizem o que elas sabem que agradará os mais velhos. Mas voltarão, cedo ou tarde, às suas verdadeiras personalidades se uma regeneração não houver acontecido.

É melhor deixar a verdade de Deus fazer o seu trabalho e esperar que as pétalas da rosa se abram por si mesmas sob a bendita influência do Sol da Justiça.

2 - Não dê, de imediato, crédito demais a uma criança que professa ter sido convertida recentemente. Espere para ver que mudanças acontecem na sua vida em certo período de tempo. Procure por mudanças em seus interesses e em suas atitudes. É melhor ser cauteloso demais do que crédulo demais. A graça não evapora se não receber uma generosa recepção em sua primeira profissão. O que os levará - e a nós também - para a glória é o poder de Deus que vem da plenitude de Cristo, um poder que não pode ser perdido uma vez desfrutado.

3- Não despreze ou menospreze a profissão de fé de uma criança, mas, mostre por todos os meios que você valoriza a fé verdadeira nelas acima de todas as honras que esse mundo jamais poderia lhes dar.

Não é uma coisa fácil ser um bom pai hoje em dia. Misericordiosamente Deus é capaz de sobrepujar nossos muitos erros e conduzir nossos filhos a Ele, a despeito de todas as nossas falhas e deslizes. Graça, afinal de contas, é graça porque é imerecida e soberana.

Provavelmente nenhum pai jamais existiu que não tenha olhado para trás com pesar pelos muitos erros que ele ou ela cometeram no processo de criar uma família. Até grandes homens como Davi e Eli tiveram dor e pesar por causa da incredulidade de seus filhos e filhas.

No entanto somos ousados para dirigir-nos a pais crentes com jovens famílias para que eles sejam encorajados a superarem-se na tarefa de criarem seus filhos para Deus, da melhor maneira possível. É uma grande tarefa e pode ser extremamente gratificante ao final.

Nosso mais respeitoso desejo e oração é que tais pais vejam seus filhos um dia assentados com eles no reino da graça - e finalmente no reino da glória.

(Artigo publicado na revista Banner of Truth)