quarta-feira, 22 de junho de 2011

Inerrância Plena

POSIÇÃO
PROPONENTES
FORMULAÇÃO DO CONCEITO
Inerrância
Plena
John Stott
J. I. Packer
Francis Schaeffer
Millard Erickson
R. C. Sproul
Concílio          
Internacional sobre
a Inerráncia Bíblica
A Bíblia é plenamente veraz em tudo o que ensina e afirma. Isso se estende tanto à área da história quanto da ciência. Não significa que a Bíblia tem o propósito primário de apresentar informações exatas acerca de história e ciência. Portanto, o uso de expressões populares, aproximações e linguagem fenomênica é reconhecido e entendido no sentido de cumprir com o requisito da veracidade. Assim sendo, as aparentes discrepâncias podem e devem ser harmonizadas.
Inerrância
Limitada
Daniel Fuller
Stephen Davis
William LaSor
A Bíblia é inerrante somente em seus ensinos doutrinários salvíficos. A Bíblia não foi concebida para ensinar ciência ou história, nem Deus revelou questões de história ou ciência aos escritores. Nessas áreas, a Bíblia reflete a compreensão da sua cultura e, portanto, pode conter erros.
Inerrância de
Propósito
James Orr
Jack Rogers
Donald McKim
G. C. Berkouwer
A Bíblia é isenta de erros no sentido de concretizar o seu propósito primário de levar as pessoas a uma comunhão pessoal com Cristo. Portanto, a Escritura é verdadeira (inerrante) somente à medida que realiza o seu propósito fundamental, e não por ser factual ou precisa naquilo que assevera (Essa concepção é semelhante àquela da "irrelevância da inerrância").
Irrelevância
da Inerrância
David Hubbarci
A inerrância é substancialmente irrelevante por várias razões:
(1) A inerrância é um conceito negativo. A nossa concepção da Escritura deve ser positiva.
(2) A inerrância não é um conceito bíblico.
(3) Na Escritura, erro é uma questão espiritual ou moral, e não intelectual.
(4) A ínerráncia concentra nossa atenção nos detalhes, e não nas questões essenciais das Escrituras.
(5) A inerrância impede uma avaliação honesta das Escrituras.
(6) A inerrância produz desunião na igreja (Esse conceito é semelhante ao da "inerrância de propósito").

Se não considerarmos a Inerrância Plena, estamos erroneamente afirmando que a Bíblia não é o ponto de referência final na interpretação de todas as coisas, pois o próprio teólogo assume o encargo de determinar quais partes da Bíblia são verdadeiras e quais não. Portanto, não tendo a compreensão da Inerrância Plena, limitamos a Palavra inspirada por Deus; como alguns afirmam de forma equivocada: a Bíblia contém a Palavra de Deus, mas ela mesma não é a Palavra de Deus.

Tabela extraída de "Teologia Sistemática" – Franklin Ferreira e Alan Myatt. Editora Vida Nova