quarta-feira, 27 de julho de 2011

Vincent Cheung - O Filho do homem

(Adaptado de correspondência de e-mail.)

13 Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele.
14 E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído. (Dn 7:13,14)

O termo "filho do homem", por ser familiar, favorecia aos judeus, uma vez que estudavam os escritos proféticos, e uma vez que este era, obviamente, uma profecia significativa, referindo-se aquele que seria o rei eterno.

Referindo-se a si mesmo com o termo, Jesus se identificou como este "filho do homem" em Daniel. Este "filho do homem" aceita adoração (v. 14), e assim ele é divindade. Então, quando Jesus se referiu a si mesmo com este termo, afirmou sua própria divindade. Ele também afirmou sua humanidade pelo termo, uma vez que a autoridade universal foi "dada" a ele. Como o Filho de Deus, ele não precisaria disso, pois, como Deus, ele já teria a autoridade universal, mas Jesus como a encarnação de Deus recebeu autoridade universal em seu papel como Messias. Portanto, o termo implica uma doutrina cristã completa da encarnação, incluindo a divindade de Cristo.

Então, lemos em Mateus 26:

    O sumo sacerdote lhe disse: "Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o
Filho do Deus".

    Repondeu-lhe Jesus: É como disseste; contudo vos digo que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu. (V. 63-64)

Jesus admitiu que ele era "Cristo, o Filho de Deus", e então ele chamou a si mesmo o "Filho do Homem" vinculando o recebimento de autoridade e sua vinda sobre as nuvens. Na Escritura nos é dito que Deus viaja nas nuvens: "És tu que pões nas águas os vigamentos da tua morada, que fazes das nuvens o teu carro, que andas sobre as asas do vento" (Salmo 104:3), "Profecia acerca do Egito. Eis que o Senhor vem cavalgando numa nuvem ligeira, e entra no Egito" (Isaías 19:1a). Assim, Jesus afirmou que ele era o cumprimento da profecia de Daniel, que ele era Deus, e um para ser adorado.

A passagem é uma citação do que Jesus disse. Ele inclui tanto a confissão explícita de sua divindade quanto ao apelo ou linguagem profética que corresponde a uma outra confissão de sua divindade. Assim, em uma curta passagem, ele afirmou sua divindade, pelo menos, duas vezes. Há muitos outros textos para apoiar o fato de que Jesus confessou ser Deus, mas isso é suficiente para mostrar que ele realmente fez tal afirmação.

Portanto, a afirmação de que Jesus nunca reinvidicou ser Deus, mas insistiu em sua humanidade, chamando-se "filho do homem", mostra-se um mito e uma falsa interpretação crida e promovida por pessoas ignorantes. Não-cristãos são indiferentes à fé cristã. Eles pretendem ser especialistas da Bíblia, mas não podem realizar simples discussões sobre o que ela ensina. Este é outro exemplo que mostra que eles são, realmente, pessoas estúpidas e pecaminosas.

Traduzido por: Eric Nascimento de Souza
Fonte: http://www.vincentcheung.com/