quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Arthur W. Pink - O Evangelho e o pecado


O que é o Evangelho? É uma mensagem de boas novas do Céu para fazer com que rebeldes que desafiam a Deus fiquem à vontade em sua impiedade? É dado com o propósito de dar a certeza a jovens loucos por prazeres que, contanto que apenas “creiam” não há nada para temerem no futuro? Certamente se pensaria assim pela maneira na qual o Evangelho é apresentado...
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O Evangelho não é uma coisa à parte. Não é algo independente da revelação anterior da Lei de Deus. Não é um anúncio de que Ele afrouxou Sua justiça ou rebaixou o padrão de Sua santidade...
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...o Evangelho está muito, muito longe de dar pouca importância ao pecado. O Evangelho nos mostra o quão francamente Deus trata com o pecado. Ele revela-nos a terrível espada da Sua justiça castigando Seu amado Filho a fim de que a expiação pudesse ser feita pelas transgressões do Seu povo. Longe de o Evangelho pôr de lado a Lei, ele exibe o Salvador suportando a maldição dela. O Calvário forneceu a mais solene e inspiradora mostra de temor reverente do ódio de Deus ao pecado que o tempo ou a eternidade jamais fornecerão. E você imagina que o Evangelho seja exaltado ou Deus glorificado sendo oferecido aos mundanos e dizendo-lhes que eles “podem ser salvos neste momento por simplesmente aceitar a Cristo como o seu Salvador pessoal”, enquanto estão apegados aos ídolos e seus corações ainda amantes do pecado?...
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A salvação é pela graça, pela graça somente, pois a uma criatura caída não há nada que possa ela fazer para merecer a aprovação divina ou ganhar a sua aprovação. Contudo, a graça divina não é exercida à custa da santidade, pois a última nunca transige com o pecado. É igualmente verdade que a salvação é um dom gratuito, mas uma mão vazia é que deve recebê-la, e não uma que ainda se agarra fortemente ao mundo!...
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Textos extraídos do livro “Estudo sobre a fé salvítica”de Monergismo