quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

John MacArthur Jr - O erro da neo-ortodoxia: subjetividade


A teologia neo-ortodoxa alega que a Escritura não é objetivamente a Palavra de Deus, mas tem o potencial de falar ao coração das pessoas em momentos significativos, quando essas lhe permitem.

De acordo com a neo-ortodoxia, Deus jamais pretendeu falar por meio da Palavra; em vez disso, Ele se comunica de um modo pessoal, em revelações particulares, quando O encontramos. A neo-ortodoxia acredita que a Bíblia é um bom modelo e uma testemunha dinâmica, mas não é, de forma intrínseca, a Palavra de Deus. A Palavra deve ser consultada como uma aplicação. Ou seja, ela se torna Palavra de Deus apenas quando fala ao coração humano. À primeira vista, isso talvez pareça bom, mas existe um erro fatal. Este ensino relega totalmente a revelação divina ao âmbito da subjetividade. Abre a porta para que cada pessoa defina a verdade em termos individuais, transformando sentimentos em regra absoluta. À semelhança do movimento carismático, a neo-ortodoxia procura encontrar a verdade na experiência humana. Norman Geisler e William Nix definem de modo claro o ponto de vista neo-ortodoxo:
Segundo a neo-ortodoxia, a Bíblia é um livro humano e falível. Mas, apesar disso, é o instrumento da revelação divina para nós, por ser o registro da revelação divina especial em Cristo. A revelação, no entanto, é pessoal; a Bíblia não é verbalmente inspirada por Deus. É apenas um meio humano, falível, pelo qual podemos encontrar a revelação pessoal a respeito de quem Cristo é. Por si mesma, a Bíblia não é a Palavra de Deus; no máximo, ele se torna a Palavra de Deus individualmente, quando Cristo é encontrado por meio dela.

O conceito que está por trás da neo-ortodoxia é que a Bíblia é inspirada quando ela cria uma experiência pessoal para você.

Fonte: Trecho do livro "O caos carismático" da Editora Fiel. Baixe este livro pela site da Fiel clicando aqui.