domingo, 9 de setembro de 2012

Anthony Hoekema - Deus, o Senhor da história



A suprema ilustração do Novo Testamento acerca do soberano controle de Deus sobre a história é, obviamente, a crucificação de Jesus Cristo. Apesar de ser o feito mais perverso ocorrido na história, inclusive este crime terrível estava sob o completo controle de Deus: “Porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e povos de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram” (At 4.27,28). Precisamente por causa do controle de Deus, o mais detestável feito consumado na história tornou-se o cerne do plano redentor de Deus e a suprema fonte de bênçãos para a raça humana. Conforme o autor do Sl 76 diz: “Pois até a ira humana há de louvar-te” (v.10).

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Pelo fato de ser Deus o Senhor da história, a história tem sentido e direção. Nem sempre podemos ser capazes de discernir o propósito de Deus na história, mas que esse propósito existe é um aspecto primordial de nossa fé. Nem é necessário dizer que a suprema revelação do propósito de Deus na história é a vinda de Jesus Cristo ao mundo: “É o propósito e a vontade do Criador que dão à história a sua configuração; e a penetração do eterno na plenitude dos tempos foi nada menos que a asseveração, na história, do propósito eterno de Deus”¹.

Notas: 1.  John Marsh, The Fulness of Time (A Plenitude do Tempo)

Fonte: “A Bíblia e o futuro” da Editora Cultura Cristã.