terça-feira, 8 de janeiro de 2013

R. C. Sproul - A santidade da vida e o aborto


No ensino de Jesus nós vemos outro forte reforço sobre a santidade da vida. O assassinato de coração (intenção), tanto como a difamação, podem ser descritos como assassinatos “em potencial”. É um assassinato em potencial porque, como a raiva e a difamação, possui o potencial de conduzir ao ato físico do assassinato. Claro que eles não conduzem sempre a esse resultado. A raiva e a difamação são proibidas não somente pelo que elas podem resultar, mas por causa do real prejuízo à qualidade de vida.

Quando nós ligamos a discussão da santidade da vida ao aborto, nós fazemos uma sutil, mas relevante conexão. Mesmo se não puder ser provado que um feto é um ser humano vivo, não há dúvidas que ele é um ser humano vivo em potencial. Em outras palavras, um feto é uma pessoa em desenvolvimento. Não está num estado congelado de potencialidade. O feto está num processo dinâmico – sem interferência ou fatos inesperados – de se tornar um ser humano completo e real.

Jesus Cristo entende a lei contra o assassinato não somente pelo ato de assassinato, mas também pelas ações de potencial assassinato. Jesus ensinou que é ilícito (descumprir a lei) cometer um assassinato em potencial à vida humana. Então, quais são as implicações de cometer a destruição real de uma vida em potencial?

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Uma proibição negativa contra o assassinato em potencial e real implicitamente envolve um mandato positivo de trabalhar pela proteção e manutenção da vida. O oposto de assassinato é promover vida. Qualquer coisa que o aborto faça, ele não promove a vida de uma criança por nascer. Embora algumas pessoas possam argumentar que o aborto promove a qualidade de vida daqueles que não desejam descendentes, o aborto não promove a vida do sujeito em questão, ou seja, a criança (por nascer) que está em desenvolvimento.

Fonte: trechos de “Abortion: A rational look at an emotion issue”
Tradução: Eric N. de Souza