terça-feira, 15 de janeiro de 2013

William Lane Craig - A existência do mal implica a existência de Deus


1. Se Deus não existe, então os valores morais objetivos não existem.
2.   O mal existe.
3.   Portanto, os valores objetivos morais existem.
4.   Portanto, Deus existe.
O ponto 1 foi o ponto que eu estava argumentando e que é acordado por muitos cristãos e ateus igualmente. O ponto 2 é a premissa fornecida pelo problema do mal em si. O ponto 3 é a conclusão suprida pelos estudantes universitários, que viram que os males morais que existem no mundo são objetivamente errados. E o ponto 4 é a conclusão lógica do argumento: visto que os valores morais objetivos não podem existir sem Deus e que os valores objetivos realmente existem (como mostrado pelo mal moral no mundo), conclui-se que Deus existe. Portanto, o mal realmente prova que Deus existe.

Se este argumento é correto – e acredito que seja -, ele se constitui numa refutação decisiva do problema do mal. Observe que ele faz isso sem tentar dar qualquer explicação para o mal – nós, semelhantemente a Jó, podemos ser totalmente ignorantes disso -, mas ele, não obstante, mostra que a real existência do mal no mundo implica a existência de Deus.

Fonte: “Apologética para questões difíceis da vida” da Editora Vida Nova