segunda-feira, 25 de março de 2013

François Turretini - A Trindade na encarnação de Jesus


A questão não é se toda a trindade era ativa no ministério da encarnação. Porque, visto que as obras externas estão divididas segundo um axioma aceito pelos teólogos, esta obra da encarnação (que é externa) não pode senão ser comum com respeito a toda Trindade. Daí lermos que o Pai enviou o Filho (Jo 3.16) e que pelo Espírito Santo o Filho foi concebido no ventre da virgem. Sim, para esta obra demandavam-se necessariamente três pessoas. Uma, para sustentar a majestade de Deus, o autor de todas as coisas e o juiz supremo, a parte ofendida. A segunda, para agir como Mediador entre Deus e os homens, e fazer satisfação pelos homens. A terceira, para levar a bom termo a obra da salvação em nós. À primeira lemos pertencer a destinação da salvação; à segunda, sua aquisição; à terceira, sua aplicação e consumação. Portanto, a questão não é: a encarnação pertence de algum modo a Trindade santa? Antes, a questão é apenas se ela foi terminante e apropriadamente encarnada. Embora originalmente e em termos de princípios, quanto à eficiente obra de toda Trindade, contudo não subjetiva e apropriadamente, quanto ao término (em cujo sentido ela pertence somente ao Filho).

Fonte: “Compêndio de Teologia Apologética” da Editora Cultura Cristã