quarta-feira, 8 de maio de 2013

Dr. Robert B. Sloan Jr - Aprendendo o contentamento


Nossas mentes, nossos corações e nosso eu interior estão constantemente sob ataque. Estes ataques podem proceder de circunstâncias físicas, de relacionamentos desfeitos, dos problemas do presente século mau ou simplesmente das preocupações que nós permitimos entrar em nós mesmos.

Em um dos meus últimos posts, eu te disse que a palavra "paz" nas Escrituras significava muito mais do que você pode ter percebido. Felizmente, o apóstolo Paulo escreveu sobre vários hábitos que podem nos ajudar a compreender e experimentar a paz de Deus.

Nossa vida interior é muito poderosa, tanto para o bem quanto para o mal. Todos sabem o quão poderosa a mente pode ser em pensamentos criativos, na produção literária ou em esportes. A mente tem uma grande capacidade de imaginar e criar.

Por outro lado, a mente também tem uma enorme capacidade de estar fora de controle. Quando nossas mentes estão fora de controle, os nossos corpos, os nossos comportamentos e as nossas emoções também podem ficar fora de controle. Em vez de nos permitirmos ficar inundados no pânico, no medo e no estresse, Paulo diz

“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.” (Filipenses 4:6)

Primeiro de tudo, em vez de estar ansioso, devemos nos submeter a Deus em oração. Quando fazemos isso, Paulo escreve:

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.(Filipenses 4:7)

Paulo segue explicando outra prática espiritual:

“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.(Filipenses 4:8)

Paulo está se referindo a uma disciplina da mente em que nós nos recusamos a permitir que as coisas que são odiosas, desprezíveis, estressantes ou imorais assumam o controle de nossas mentes.

Paulo também ensina um terceiro hábito.

“Tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim, ponham-no em prática. E o Deus da paz estará com vocês.” (Filipenses 4:9)

Ou seja, praticar os comportamentos que você sabe que são certos. Ele está se referindo às tradições do evangelho, as tradições da teologia e as tradições do comportamento cristão que seus leitores aprenderam.
Paulo cultivou esses hábitos em si mesmo, e ele sabia o que ele estava falando:

“Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. (Filipenses 4:11)

Observe a palavra "aprendi". Paulo não estava automaticamente adaptado em todas as circunstâncias, foi uma habilidade que ele teve que aprender. Ele desenvolveu o hábito de confiar em Deus. Há um mistério aqui que ele aprendeu através da experiência da oração, da submissão de sua mente e coração, de deixar sua mente cheia das coisas certas e da experiência de confiança. Ele aprendeu a estar satisfeito, adaptado.

A palavra "adaptar" aqui é incomum. Paulo não a usa muitas vezes em seus escritos, e não é normalmente considerada como um termo cristão. É o termo a partir do qual obtemos a palavra inglesa "autonomia" ou autogoverno. Era um termo favorito usado pelos estóicos. Os filósofos estóicos tinham por objetivo o contentamento (adaptabilidade), o que significava controlar suas paixões, especialmente as emoções como o medo, a inveja ou até mesmo o amor. Eles não queriam ser controlados por suas emoções. Hoje, nós usamos o termo "estóico" para se referir a alguém que não permite que suas emoções sejam tão proeminentes.

Paulo usou a mesma palavra, mas mudou o foco estóico sobre si mesmo para um foco em Cristo. Ele aprendeu que ele poderia fazer todas as coisas através de Cristo, Aquele que o fortalecia. (Filipenses 4:13) Paulo sabia que ele vivia na presença do ressurreto e vivo Senhor do universo. Ele aprendeu hábitos de comportamento, hábitos da mente e hábitos de confiança, de modo que, quando ele era tentado a ceder aos seus medos ou ficar ansioso, ele era capaz de não estar "ansioso por coisa alguma", deixando seus pedidos conhecidos a Deus em tudo com a oração e súplica. (Filipenses 4:06) Ele aprendeu a experimentar o contentamento através da submissão ao Senhor Jesus Cristo. Temos de aprender a mesma coisa.

Se isso é difícil para você, pense nisso: o eterno Filho de Deus teve que confiar no Pai, de forma que se ele sacrificasse a Sua vida, o Pai o levantaria novamente. Jesus confiava no Pai. Ele se permitiu ser tomado pela morte. Ele se submeteu as cadeias da morte, confiando que o Pai o libertaria.

Quando aprendemos os hábitos de submissão, de humildade, de oração com súplicas, de praticar as coisas que são certas, de fazer o que nos foi ensinado, mesmo quando não nos é favorável, Deus não irá se esquecer. Deus vai nos redimir, e Ele nos reivindicará através de Jesus Cristo.

A vida do discípulo de Jesus Cristo é uma vida de confiança. Você quer agarrar tudo aqui e agora, ou você quer confiar que, no final, o Deus do universo justificará todos aqueles que O conhecem e O seguem através de Jesus Cristo?

Fonte: “Learning Contentment” de Dr. Robert B. Sloan, Jr. Extraído do original em robertbsloan.com
Tradução: Eric N.de Souza