sábado, 25 de maio de 2013

Morton H. Smith - Seguindo Cristo no Batismo

É frequentemente sugerido que devemos estar dispostos a seguir Cristo no batismo. O pensamento é que ele foi imerso, e que nós deveríamos segui-Lo nisto. Nós já mencionamos que não é demonstrável que Ele tenha sido imerso. Na verdade, todas as cerimônias do Antigo Testamento, tanto de purificação quanto de consagração, foram executadas por aspersão ao invés de imersão. Jesus considerou o seu batismo com um cumprimento de toda a justiça (Mt 3:15). Como o Seu batismo completamente justo não seria perfeitamente realizado? Duas sugestões têm sido oferecidas e que podem, certamente, ser aplicadas. Números 19:11-13 fala da limpeza cerimonial de tocar o corpo de um homem morto através da aspersão de água sobre o imundo. Segunda, a consagração de vários oficiais no Antigo Testamento foi realizada pelo derramamento de óleo sobre eles e, no caso dos sacerdotes, havia também derramamento de sangue e água (Lv 8). Assim, o batismo de Jesus poderia ter sido a unção para o ofício. Na verdade, as duas ideias podem ser combinadas. De uma forma, Ele foi identificado conosco e assim precisou de uma limpeza cerimonial; de outra, o batismo era sobre o início de Seu ministério e Ele estava sendo consagrado para o ofício. O batismo de João poderia ter servido a este duplo propósito para Ele. Aspersão, e não imersão, seria a melhor combinação nessas prescrições.
Nós já temos observado, portanto, que nós somos batizados, não para seguir o exemplo de Jesus, mas em obediência a Sua ordem. Assim o apelo de segui-Lo no batismo não é realmente aplicável.

Fonte: “Systematic Theology – Volume Two”, p. 672, de GPTS Press
Tradução: Eric N. de Souza