domingo, 4 de agosto de 2013

Lee Strobel - J. P. Moreland "a ceia como prova da ressurreição de Jesus"

Moreland mencionou a instituição da ceia do Senhor e do batismo na igreja antiga como mais uma prova circunstancial de que a ressurreição de Cristo realmente aconteceu. Eu, porém, tinha algumas dúvidas.

— Não é simplesmente natural que as religiões criem seus rituais e costumes? — perguntei. — Todas as religiões os têm. Portanto, como isso prova algo a respeito da ressurreição de Jesus?

— É verdade, mas vejamos a ceia com mais atenção — replicou ele. — O que é estranho é que esses primeiros seguidores de Jesus não se reuniam para celebrar seus ensinos ou sua pessoa maravilhosa. Eles se reuniam regularmente para uma refeição de celebração por um motivo: recordar que Jesus fora trucidado de modo grotesco e humilhante. Pense nisso em termos modernos. Se houvesse um grupo de pessoas que amasse John F. Kennedy, elas poderiam se encontrar regularmente para recordar seu confronto com a União Soviética, sua promoção dos direitos civis e sua personalidade carismática. Mas elas não iriam celebrar seu assassinato por Lee Harvey Oswald! No entanto, isso é análogo ao que esses primeiros cristãos faziam. Como explicar tal fato? Eu o explico assim: eles entenderam que o assassinato de Jesus foi um passo necessário para uma vitória muito maior. Sua morte não fora a última palavra; a última palavra era que ele vencera a morte por todos nós, ressuscitando. Eles celebravam sua execução porque estavam convictos de que o tinham visto vivo depois do sepultamento.


Fonte: Extraído de “Em defesa de Cristo” da Editora Vida