quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Arthur W. Pink - A misericórdia de Deus anularia o castigo eterno do pecador?

   

   
   Deus é misericordioso. Pode ser que o homem seja pecador, e que a santidade exija que ele seja punido, mas argumenta-se que a misericórdia divina haverá de intervir, e, mesmo que o castigo não seja revogado por completo, imagina-se que a sentença será modificada e os termos do castigo sejam abreviados. Diz-se que o tormento eterno dos perdidos não se harmoniza com um Deus de misericórdia.

    Se por “misericórdia de Deus” queremos dizer que Ele é complacente demais para repartir entre Suas criaturas o castigo devido, pela lógica devemos aplicar isso a todos os demais atributos de Deus (já que são todos infinitos), e concluir que nenhuma de Suas criaturas pode sofrer de forma alguma. Contudo, é evidente que isso não é verdade. Os fatos negam isso. As criaturas de Deus sofrem, muitas vezes de modo excruciante, até mesmo nesta vida. Olhe o mundo de hoje, e repare na indizível miséria que abunda em todos os lugares; lembre-se, então, que, por mais misterioso que seja para nós, isso tudo é permitido por um Deus cheio de misericórdia. Depois, leia no Antigo Testamento os juízos do dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra com fogo e enxofre do céu; as pragas sobre o Egito; os juízos que se abateram sobre Israel; e então saiba que essas coisas não foram impedidas pela misericórdia de Deus! Argumentar, então, que, porque Deus é misericordioso Ele não haverá de lançar no lago de fogo cada um que não tiver o nome escrito no Livro da Vida, é fazer-se de cego diante de todos os juízos de Deus do passado!


Fonte: Extraído de “O castigo eterno” em Monergismo