sexta-feira, 7 de março de 2014

Gregg Strawbridge - Batismo Infantil: A ausência de uma ordem contrária

Assim como os defensores do batismo infantil tem que lidar com a ausência de uma criança sendo batizada no Novo Testamento, assim também devem os oponentes do batismo infantil enfrentarem a ausência de uma ordem específica para negar às crianças o sinal do pacto e do selo. Como já foi citado, os apóstolos tiveram muito cuidado em enfatizar a continuidade da aliança com Abraão para os crentes do Novo Testamento. Ao longo dos dois mil anos de história do pacto (aliança), antes do início da igreja apostólica, o povo de Deus administrava o sinal da aliança aos seus filhos. Parece altamente provável que, se os apóstolos tivessem mudado essa prática, tal mudança deveria ter sido registrada no Novo Testamento, quer por exemplo quer por preceito. A remoção de qualquer sinal da aliança entre as filhos dos crentes teria sido uma imensa mudança na prática e no conceito para as famílias judaicas. Depois de dois mil anos de prática da aliança dentro da família (estabelecida desde Gênesis), um pai judeu crente não saberia como interpretar a continuidade do pacto Abraâmico que não administrasse o sinal da aliança aos seus filhos.

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A ausência de uma ordem bíblica para proibir a administração do sinal do pacto (aliança) às crianças, depois de dois mil anos de práticas, pesa significativamente contra a visão de que os apóstolos queriam apenas aqueles que fossem capazes de professar a sua fé para serem batizados.

Fonte: “The Case for Covenantal Infant Baptism”, P&R Publishing Company
Tradução: Eric N. de Souza