quarta-feira, 23 de abril de 2014

Michael Reeves - Deus, eternamente Pai

Antes da criação, antes de todas as coisas, observa-se que o Pai amava e gerava seu Filho. Pela eternidade, era isso que o Pai fazia. Ele não se tornou Pai em algum momento; ao contrário, sua identidade é ser gerador do Filho. Ele é assim. Portanto, não é como se, um dia qualquer, o Pai e o Filho colidissem e, para surpresa dos dois, descobrissem como eles se davam bem. O Pai é quem ele é em virtude do relacionamento com o Filho. Pense outra vez na imagem da fonte: uma fonte não é fonte se não verte água. Da mesma forma, o Pai não seria Pai sem o Filho (a quem ele ama por meio do Espírito). E o Filho não seria Filho sem o Pai. Ele recebe o próprio ser do Pai. E, assim, vemos que Pai, Filho e Espírito, embora pessoas distintas, são absolutamente inseparáveis um dos outros. Não confundidos, mas indivisíveis. Eles são quem são juntos. Eles estão sempre juntos e, portanto, sempre trabalham juntos.

Fonte: “Deleitando-se na Trindade” da Editora Monergismo