quarta-feira, 27 de maio de 2015

R. C. Sproul - A fé e as obras

A relação de fé e boas obras é aquela que pode ser distinguida, mas nunca separada. Embora nossas boas obras não acrescentem nenhum mérito à nossa fé diante de Deus e apesar da única condição de nossa justificação ser nossa fé em Jesus Cristo, se as boas obras não seguem nossa profissão de fé, isto é uma clara indicação de que não possuímos a fé que justifica. A fórmula da Reforma é: “Somos justificados só pela fé, mas não por uma fé que está só”. A verdadeira justificação sempre resulta no processo de santificação. Se há justificação, a santificação inevitavelmente se seguirá. Se a santificação não resulta, é certo que a justificação não se fez realmente presente. Isso não significa que a justificação dependa ou se apoia na santificação. A justificação depende da verdadeira fé, a qual, por sua vez, inevitavelmente conduz às obras de obediência.

Fonte: “Verdades essenciais da fé cristã – 2º caderno” da Editora Cultura Cristã