quarta-feira, 20 de maio de 2015

Sam Storms - Ovelhas de Cristo por eleição divina

“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor” (Jo 10.14-16).

“Rodearam-no, pois, os judeus e o interpelaram: Até quando nos deixarás a mente em suspenso? Se tu és o Cristo, dize-o francamente. Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. Eu e o Pai somos um” (Jo 10.24-30).

Claramente Jesus considera como suas ovelhas muitos que ainda não chegaram à fé. Sua identidade como ovelhas não depende de sua fé. Em vez disso, sua fé será o resultado de eles terem sido feitos ovelhas de Cristo por eleição divina.

O mesmo é verdadeiro no sentido inverso para os descrentes que não são ovelhas de Cristo. No versículo 26, Jesus diz: “... mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.” Se o Arminianismo fosse verdadeiro, Jesus deveria ter dito o oposto. Ele deveria ter dito: “Vocês não fazem parte das minhas ovelhas porque não creem.” Você poderá se lembrar de que, segundo o Arminianismo, uma pessoa entra nas fileiras dos eleitos – isto é, uma pessoa se torna uma ovelha – ao preencher a condição de fé imposta divinamente. Mas de acordo com João 10.26, ocorre o oposto. Se eles não creem em Jesus, é porque não são eleitos/ovelhas. Mas, então, é claro que eles não querem crer, preferindo a sua condição de “bodes”.

Fonte: “Escolhidos: Uma exposição da doutrina da eleição” da Editora Anno Domini.