sábado, 6 de fevereiro de 2016

Douglas J. Wilson - Razão humana subordinada à Palavra

Se quisermos falar biblicamente, devemos afirmar que o primeiro trabalho da razão é compreender o que o texto está dizendo. Suponha que alguém rejeite o ensino bíblico sobre a onisciência de Deus, mas não por razões gramaticais ou exegéticas. Suponha que essa pessoa rejeite o ensino sobre a onisciência de Deus, porque ele contradiz algo que sua “razão” insiste em afirmar. Nesse caso, quem é o Senhor? A razão ou Cristo? E quem é o servo? A razão ou Cristo? E, colocando a questão contra a parede, se essa pessoa não tem Cristo, por quanto tempo ela terá razão?
Voltando à Escritura, nós somos confrontados com a questão de por que algumas pessoas recusam o evangelho. Por que algumas pessoas perecem? A Bíblia afirma tanto a responsabilidade quanto a reprovação de certos tipos de pecadores em um só fôlego.

São estes os que tropeçam na Palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos (1Pe 2.8).

Esses pecadores tropeçam (repito que não importa, para nossa discussão, por que eles foram postos para tropeçar), e seu tropeço é definido como desobediência à Palavra – ao evangelho. A Bíblia diz (repito, se as palavras tem significado) que certas pessoas foram postas para desobedecer a Palavra. Qual é o papel da razão aqui? A razão deveria permanecer quieta em seu lugar, tomando notas? Ou deveria levantar-se de seu lugar e colocar-se contra a Palavra de Deus? Qual é a atitude razoável que ela deve tomar? A razão só é razoável quando se submete totalmente à vontade revelada de Deus.


Fonte: “Eu não sei mais em quem tenho crido” da Editora Cultura Cristã